O Ultra Music Festival Miami 2024 foi histórico para a música eletrônica brasileira. Pela primeira vez, cinco DJs brasileiros estiveram no lineup oficial do festival, marcando presença nos principais palcos e provando que o Brasil é uma potência na cena eletrônica mundial.
Alok abriu o palco principal na sexta-feira com um set energético que incluiu seus maiores hits e produções inéditas. A apresentação reuniu mais de 50 mil pessoas e foi transmitida ao vivo para milhões de espectadores ao redor do mundo. "Tocar no Ultra é sempre especial, mas fazer isso representando o Brasil é uma honra ainda maior", declarou o DJ.
Vintage Culture comandou o palco Resistance no sábado, em um set de duas horas que foi considerado por muitos como o melhor do festival. A mistura de techno melódico com elementos brasileiros conquistou o público internacional. "O feedback foi incrível. Pessoas de diversos países vieram me procurar depois do set para falar sobre a música", contou Vintage.
Mochakk foi a grande revelação do festival. O jovem DJ paulista, que vem ganhando destaque na cena internacional, tocou no palco UMF Radio e impressionou com sua técnica e seleção musical. Seu set foi um dos mais comentados nas redes sociais, com elogios de DJs renomados como Carl Cox e Adam Beyer.
ANNA representou o techno brasileiro no palco Megastructure, levando seu som industrial e hipnótico para uma das estruturas mais icônicas do festival. A DJ tocou ao lado de nomes como Charlotte de Witte e Amelie Lens, consolidando sua posição entre as melhores DJs de techno do mundo.
Vintage Culture ainda participou de um painel sobre o futuro da música eletrônica, ao lado de outros artistas internacionais. O debate abordou temas como sustentabilidade na indústria, diversidade e o papel da tecnologia na produção musical.
A presença brasileira no Ultra Miami 2024 não se limitou aos palcos. Diversos produtores, empresários e profissionais da indústria brasileira estiveram presentes, fazendo networking e fechando parcerias internacionais. O Brasil está definitivamente no mapa da música eletrônica mundial.
Os números impressionam: foram mais de 165 mil pessoas durante os três dias de festival, artistas de mais de 60 países, e uma produção que custou mais de 20 milhões de dólares. O Ultra Music Festival continua sendo o maior e mais importante festival de música eletrônica das Américas.
Para 2025, a expectativa é que ainda mais brasileiros estejam no lineup. A música eletrônica brasileira vive seu melhor momento e o reconhecimento internacional é apenas o começo de uma jornada que promete ser longa e vitoriosa.
